O principal articulador do “Movimento Fibras Naturais Brasileiras”, o economista Wilson Andrade, vai se reunir em 18/6 com representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília (DF).
Nos encontros, Andrade vai apresentar e sugerir cooperação para o “Movimento Fibras Naturais Brasileiras”, lançado em 2026, reunindo as entidades que representam as fibras naturais brasileiras: bambu, cânhamo, coco, malva/juta, piaçava, seda e sisal. É composto por representantes do setor público, do setor privado, das associações que defendem os produtores e a indústria, e de instituições de apoio e inovação tecnológica.
O economista é também presidente do Grupo Intergovernamental de Fibras Naturais da FAO (sigla para Food and Agriculture Organization, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), da International Natural Fibers Organization (INFO), do Sindifibras (Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais da Federação das Indústrias da Bahia/FIEB) e da Câmara Setorial de Fibras Naturais (CSFN/MAPA) que está liderando o movimento.
“Estamos fazendo um inédito, amplo e ambicioso programa de recuperação, com mais produtividade e competitividade, das nossas fibras. Com isso, várias fibras naturais que perdem mercado para as sintéticas há 30 anos, podem aproveitar a tendência de crescimento de 1,5% ao ano nos próximos 10 anos, segundo estudos recentes da FAO. Lembremos ainda que a produção das fibras naturais, globalmente, gera bilhões de dólares em receita, soma 35 milhões de toneladas por ano e proporciona renda para cerca de 50 milhões de famílias. No Brasil são aproximadamente 2 milhões de famílias impactadas direta ou indiretamente”, explica Andrade.
Segundo ele, o objetivo é preparar projetos específicos para cada uma das fibras, para um maior ganho de mercado e para o melhor aproveitamento das oportunidades que este novo mundo verde traz, com destaque para os Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) e acesso ao mercado mundial de carbono, com suas políticas, programas e incentivos ligados à mitigação das mudanças climáticas.
Estão sendo utilizados, como exemplo, os projetos de cânhamo (que gerou a recente autorização da Anvisa para o plantio da fibra e derivados medicinais) e de sisal (utilização total da planta, o que significa economia circular e aproveitamento dos resíduos que hoje são descartados sem valor econômico) que já estão prontos e mostram caminhos para parcerias, patrocínios e investimentos locais e internacionais em larga escala.
Com essas experiências, o movimento está prosseguindo com novos projetos, inicialmente para a malva/juta que historicamente gera renda, inclusão produtiva e desenvolvimento regional para milhares de famílias rurais no Pará e no Amazonas.
Estes projetos serão apresentados em eventos promovidos nas regiões de produção de cada fibra. Os encontros pretendem reunir produtores, industriais, pesquisadores, representantes do governo e instituições de apoio para discutir caminhos concretos para revitalizar a produção nacional de fibras naturais; ampliar a base produtiva com inclusão de pequenos e médios produtores; promover inovação tecnológica e aumento de produtividade; fortalecer a indústria nacional de processamento de fibras; ampliar novos usos industriais para fibras naturais, incluindo biocompósitos, geotêxteis, embalagens e materiais sustentáveis.
Ao final de 2026, esta coleção de projetos será entregue para instituições parceiras, dos setores envolvidos e autoridades, com destaque especial ao Presidente da República eleito. Também serão entregues às entidades financiadoras do Brasil e exterior - a exemplo do Fundo Comum de Commodities (CFC) da Organização das Nações Unidas (ONU) – e serão submetidos na próxima reunião do Grupo Intergovernamental de Fibras Naturais da FAO que acontecerá em Changsha, na província de Hunan (China), em outubro de 2026.
Segundo Andrade, o Brasil reúne condições únicas para liderar mundialmente a produção e o uso de fibras naturais. “Em um momento em que o planeta busca alternativas sustentáveis aos materiais sintéticos e derivados do petróleo, as fibras vegetais voltam ao centro das estratégias industriais, ambientais e sociais”, completa.
Toda essa iniciativa teve início na reunião conjunta da FAO, da INFO e da CSFN/MAPA, realizada de 26 a 30/05/24 na sede da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), em Salvador (BA).
Mais informações:
Wilson Andrade - Business Developer
+55 71 98801 3000 - wilsonandrade@terra.com.br
www.sindifibras.com.br
Presidente
INFO - International Natural Fibres Organization – Amsterdam (Holanda)
FAO -Grupo Intergovernamental de Fibras Naturais da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – Roma (Itália)
CSFN - Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Fibras Naturais do MAPA – Brasília (Brasil)
SINDIFIBRAS/FIEB - Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais do Estado da Bahia - Salvador (Bahia-Brasil)
Imprensa:
Yara Vasku – Comunicação & Projetos
+55 71 99119 7746 – comunicacao@abaf.org.br






